Luna Amoretti Dal
O ar ainda crepitava com a eletricidade do beijo. Meus lábios ardiam, e o gosto de hortelã e poder do Sheik Rashid Al-Jamil ainda estava em minha boca. Ele havia me beijado com a ferocidade de um predador, e eu, a presa, havia cambaleado, mas não caído.
Eu o empurrei, a força da minha repulsa superando a atração magnética.
— Isso não está no contrato, Sheik — minha voz saiu mais firme do que eu esperava, apesar do tremor em minhas mãos.
Ele sorriu, um sorriso lento e perigoso que prometia quebrar todas as minhas regras.
— O contrato é um pedaço de papel, Luna. A atração entre nós é uma força da natureza.
— A força da natureza não paga minhas contas. E eu não sou um brinquedo para o seu tédio.
Eu me recompus, ajeitei meu vestido verde esmeralda e voltei para a mesa, abrindo minha pasta com as mãos firmes. Eu precisava de controle.
— Vamos voltar aos negócios, Sheik. Eu tenho uma agenda apertada.
Ele me observou, os olhos escuros fixos em mim, e eu senti o calor de seu