Luna Dal
O laboratório improvisado que Rashid havia montado para mim no palácio era um paradoxo. Era pequeno, mas luxuoso, com bancadas de mármore branco e equipamentos de última geração importados da França. Era um espaço de trabalho, mas estava inserido em um mundo de opulência que me parecia irreal. Eu me sentia uma intrusa, uma peça de xadrez em um jogo que eu mal compreendia.
O cheiro de Dubai, uma mistura de especiarias, incenso e areia quente, era um desafio para a minha arte. Eu precisa