Luna Amoretti Dal
A dor latejava em minha cabeça, um martelo implacável que ecoava a loucura da noite anterior. Abri os olhos, e a primeira coisa que vi foi o teto abobadado e dourado da suíte presidencial. Não o meu quarto no hotel, mas a gaiola de ouro onde o Sheik Rashid Al-Jamil havia me aprisionado.
Sentei-me na cama, o lençol de seda escorregando do meu corpo. Eu estava vestida com uma camisa de seda masculina, macia e cheirando a sândalo e poder. O cheiro dele.
A ressaca era brutal, mas a confusão era pior. As lembranças da noite anterior vieram em flashes: o jantar tenso, o vinho, a sensação de descontrole, e o nome. Lucca.
Eu havia chamado o Sheik de Lucca.
A vergonha me atingiu como uma onda. Eu havia exposto minha ferida mais profunda, meu trauma mais íntimo, para o homem que eu mais precisava manter à distância. E o pior: eu havia chorado em seus braços, implorando para que ele não me deixasse.
Levantei-me, cambaleando em direção ao banheiro. A visão no espelho era de uma