A noite era fria e cruel. O vento cortava como lâminas afiadas contra a pele de Vark, mas o frio não vinha somente do clima. Ele sabia que seu exílio era uma sentença pior que a morte. Sem alcateia, um lobo sem matilha, condenado a vagar sem rumo e sem honra, um renegado.
Ele se arrastava pela floresta, ferido da surra dos guerreiros e faminto. O peso da humilhação ainda queimava em seu peito. Sua mente fervilhava de ódio por Adrian, por Eyla, por todos que o haviam traído. Mas acima de tudo, e