Sigo atrás dele em silêncio. O som dos nossos passos ecoa pelo estacionamento vazio do hospital. O ar gelado da noite bate no meu rosto, e eu tremo — mas não sei se é pelo frio ou pelo que acabou de acontecer.
— Samuel! — chamo, quando ele para em frente à moto.
Ele gira o corpo meio de lado, sem me encarar de verdade.
— Você veio de moto ao invés de carro nesse frio?
— Moto é mais rápido — ele responde, sem hesitar. — E eu queria chegar logo aqui.
Eu dou mais um passo em direção a ele, tenta