Um barulho constante, um chiado metálico, era a única coisa que existia. Tentei abrir os olhos, mas a luz era uma agressão. Minha cabeça latejava, e um peso opressor esmagava meu peito. A última coisa que eu lembrei foi o grito distante de Samuel, o impacto, e o pânico ao ver o vermelho na minha calça.
Me forcei a sentar. Levei as mãos à cabeça, tentando silenciar o zumbido, e foi então que o desespero me atingiu, gelado e absoluto.
Não era um hospital.
Eu estava na minha cama . Aquele quarto o