A madrugada de Dubai era quente, mas trazia um vento seco e suave que escorria pelas janelas como mãos invisíveis. Léo, exausto do dia, da negociação, do prazer e da tensão, adormeceu com o corpo ainda morno ao lado de Clara. O peito subindo e descendo devagar, como se, por um instante raro, o mundo tivesse deixado ele respirar.
Clara, porém, não pegou no sono. Estava desperta. Elétrica. O corpo relaxado, mas a mente a mil.
Vestiu-se com pressa silenciosa: uma camiseta branca de algodão fina, s