Narrado por Elena Volkov
O silêncio dentro da mansão era tão cortante quanto uma navalha. Dante não me tocou até cruzarmos o portal do quarto, mas a energia que emanava dele era de um homem prestes a cometer um crime. No baile, eu tinha ido longe demais. Eu deixara Antonio se aproximar, permitira que ele deslizasse a mão pela minha cintura e, num momento de pura rebeldia contra o Dom, inclinei minha cabeça quando ele puxou levemente meu cabelo para sussurrar uma baixaria no meu ouvido. Eu não apenas permiti; eu gemi. Um som baixo, proposital, que ecoou como um tiro no peito de Dante.
Assim que a porta se fechou, Dante explodiu.
— Você achou que eu estava brincando, Elena? — Ele avançou como um predador, as narinas dilatadas, os olhos cinzentos quase negros de ódio. — Você gemeu para aquele lixo. No meio do meu salão. Na frente dos meus homens!
— Você não manda no meu corpo, Dante! — gritei, recuando até que minhas costas batessem na parede de mármore.
Dante deu um soco na parede, cent