O cheiro de lavanda na casa parecia mais forte naquela manhã. Luna acordou cedo, como sempre, mas não desceu para o café. Permaneceu no quarto, deitada de lado, observando o sol escorrer pelas frestas da cortina como se tentasse invadi-la.
O rosto de Rafael ainda estava vivo na memória. As palavras dele, os olhos... tudo nela gritava para esquecer, mas o corpo lembrava. Não era saudade. Era cicatriz.
Flashback.
Quatro anos antes.
— Você tá mesmo indo com esse vestido? — Rafael perguntou, encost