Era uma manhã fria em Minas, daquelas em que o cheiro de café e pão na chapa parece mais acolhedor que qualquer cobertor. Mas o sol, teimoso como os corações que não desistem, tentava abrir caminho entre as nuvens densas, lançando feixes dourados sobre a varanda da casa da avó de Luna. O ar cheirava a terra úmida e a silêncio.
Luna terminava de coar o café, vestida com um moletom antigo e os cabelos presos de qualquer jeito. Colocou a caneca sobre a mesa de madeira desgastada quando o celular v