O avião tocou o solo em Guarulhos sob uma garoa fina, quase simbólica. Caio olhava pela janela como se fosse a primeira vez que pisava no Brasil. A cidade parecia embaçada, distante, como se houvesse uma camada entre ele e tudo que deixara para trás. Não trazia com ele assessores, imprensa, nem malas caras — apenas uma mochila simples e o caderno onde vinha escrevendo nas últimas semanas, preenchido com pensamentos, confissões e páginas que jamais seriam publicadas.
Passara um mês fora. Viajara