O papel estava sobre a mesa há dias. Branco. Intacto. Intimidador.
Caio encarava aquela folha como quem encara um espelho. A caneta estava ao lado, mas as palavras… ainda não estavam prontas. O silêncio da sala o engolia. O som distante de uma bola quicando no campo ao fundo contrastava com o turbilhão dentro dele. Escrever aquela carta parecia mais difícil do que enfrentar uma final de campeonato. Porque, ali, não havia torcida. Não havia aplauso. Só a verdade nua, dolorida e urgente.
Ele havi