A casa da avó de Luna, encravada nas colinas verdes de Minas, parecia parada no tempo. Cada detalhe — o rangido do portão de madeira, o cheiro de café coado na hora, o som das cigarras ao entardecer — fazia parte de uma memória viva, como se o tempo ali se recusasse a seguir em frente.
Havia algo reconfortante na rotina daquela pequena cidade, nos dias simples, nas manhãs sem pressa. Luna havia fugido para ali tentando silenciar os ruídos do passado, como quem se esconde de si mesma entre os mu