🌧 Clóvis
A chuva insistia, fina e constante, como se o céu também se desse ao trabalho de lavar o passado. Cada gota que encontrava o telhado da edícula fazia um som miúdo e repetitivo, uma espécie de metrônomo que regulava minha respiração. Deitei a cabeça no peito de Diego e deixei os batimentos dele me ancorarem — um ritmo morno, regular, que parecia dizer que, por enquanto, o mundo não iria desabar.
Mesmo depois do jantar — onde Elena e Leonhart riram como se tivessem inventado uma piada s