Mundo de ficçãoIniciar sessãoLaura acreditava que estava fazendo a escolha certa quando deixou tudo para trás por amor. Namorada de Landon Navarro, herdeiro de um dos maiores escritórios de advocacia do país, ela apostou sua vida em promessas que logo se revelaram mentiras. A traição veio rápido. E a queda, cruel. Ferida e movida pela vingança, Laura acaba passando uma noite com um homem misterioso, intenso e dominador, sem saber que ele era Vicent Navarro, o poderoso pai do homem que a havia destruído. O que deveria ser apenas um erro se transforma em um escândalo silencioso. O pai do namorado traidor dela é o patriarca da família que pode esmagá-la. Entre olhares julgadores, segredos, conflitos familiares e um amor que nasce onde nunca deveria existir, Laura se vê dividida entre o medo de não ser aceita e a certeza de que nunca foi tão amada. Vicent, por sua vez, precisa enfrentar o próprio passado, um filho que o odeia e a decisão mais difícil de sua vida: proteger o império que construiu… Porque alguns amores não pedem permissão. Eles acontecem. E cobram o preço.
Ler maisLAURA O tempo do resguardo finalmente tinha passado. Meu corpo ainda carregava algumas marcas da gravidez, mas minha alma… ah, minha alma só queria sentir de novo aquela chama. Ser mulher, amante. E não só mãe. Vicent estava indo e voltando do escritório feito um maluco. O processo do testamento tinha virado uma novela, e a tal garota só colocava lenha na fogueira. Eu não entendia muito bem o que estava acontecendo, só sentia o peso nos ombros dos Navarro toda vez que o assunto trabalho surgia. Mas naquela noite, seria diferente. Depois de uma luta pra encontrar uma babá confiável e só pra uma noite, finalmente íamos sair. Só nós dois. Pela primeira vez desde que o Apollo nasceu. Me vesti pra matar. Literalmente. Vestido dourado, colado, decotado no limite do aceitável. Cabelos longos e ondulados caindo pelos ombros, olhos marcados com delineador, batom de atitude. Era meu recado silencioso: estou de volta. Quando ele me viu, soltou um assobio baixo e me puxou pe
Seus olhos me encontraram, escuros e faiscando como se estivesse pronta pra morder alguém. — Você? perguntou, me analisando como se eu fosse um espinho no sapato novo. — Eu. respondi, encostando na cadeira, com o mesmo tom calmo de quem está diante de uma tempestade anunciada. — Seja bem-vinda, senhorita Rutherford. Sua vida vai mudar drasticamente a partir de agora. Ela franziu a testa. — Como assim, mudar? — Ah, você vai adorar descobrir. E eu vou adorar assistir. .... ZAYA O bar era meio escuro, com aquele tipo de iluminação que tenta parecer chique, mas só serve pra esconder os fracassos de quem frequenta. Eu estava no canto, sentada num banco alto, pernas cruzadas, vestido colado e decotado. O batom vermelho ainda intacto, os cabelos soltos com perfume caro que misturava desespero e sedução. Na tela do celular, meus anúncios abertos. Vender a mesa de mármore. As taças de cristal. Um dos quadros do corredor aquele que paguei uma fortuna num leilão em Pa
VICENT O telefone tocou cedo demais. Eu ainda estava no hospital, sentado no corredor, com o café frio numa mão e a pulseira de identificação da Laura na outra. O silêncio da maternidade era quase sagrado... até um dos clientes do meu escritório ligar, logo pro meu número pessoal. Coisa boa não era pra ele invadir meu momento. — Vicent… é sobre o Sr. Rutherford. Só de ouvir aquele nome, senti um peso no peito. Rutherford era mais do que um cliente. Era uma instituição. Magnata do setor de transportes, um homem de reputação imaculada e paranoico com ela. Tinha um código de conduta pessoal mais rígido do que o de qualquer exército. E estava doente, em tratamento médico intensivo. — O que houve? — Ele faleceu essa madrugada. No exterior. O corpo tá sendo trazido. E o testamento… Droga, esse testamento. Passei a mão na barba irritado, no pior momento. — Vocês vão precisar ler com atenção. continuei. — Aquilo é uma bomba. Escrito em cláusulas, revisado três
A festa no escritório já tinha acabado quando voltei. Portas trancadas, luz apagada, o silêncio substituindo o som da comemoração. Cartão vermelho prós meus planos de comemoração e noitada. Mas foda-se. A minha festa não tinha acabado. Comprei uma garrafa, entrei no carro e parei no estacionamento do centro. Liguei o som. Volume no máximo. O grave fazendo o carro vibrar enquanto eu virava a garrafa direto da boca. — Bem-vindo ao mundo, Apollo. brindei com o vidro. — Bem-vindo, Apollo. Seu tio é um desastre, mas é teu fã número um já. A cabeça pesava, entre orgulho e a ressaca emocional de uma vida inteira de merda. Copo atrás de copo. Gargalhada atrás de silêncio. A cabeça foi voltando a mente pro Landon. O garoto. Ele me odeia. E com razão. Eu teria me odiado também. A voz dele ecoava na minha memória cortante, seca, fria. Um gelo que eu mesmo plantei. Bebi um gole do gargalo como se pudesse desce o amargo da verdade. Mas três batidas na janela do meu carro
VICENT Era o primeiro caso dela e não tínhamos dúvidas que ela iria vencer. Já estava tudo preparado, uma festa no terraço do escritório e a equipe toda esperando só pra abrir o champanhe. Assim que saímos do tribunal, ela tirou aquele blazer quente. — Uffa... Não aguentava mais. — Sabe que ainda temos uma comparação pra ir não sabe? Seu primeiro caso.. sua primeira vitória. — E eu não perderia por nada! Ela disse com um sorriso vitorioso. Assim que chegamos lá, o estouro do champanhe foi feito o som de várias vozes comemorando ao mesmo tempo. — Primeiro caso vitorioso! Vamos comemorar! Vicenzo veio até nos com a boca do gargalhando derramando. Laura estava radiante. Estávamos no terraço do escritório, cercados por risadas, brindes, e o tipo de leveza que eu nunca soube que precisava até ela me ensinar. Ela ergueu aquele copo com drink sem álcool e brindou com os estagiários como se fosse vinho tinto. E mesmo com a barriga quase explodindo, ela era a mul
Eu a mordia. Sussurrava coisas no ouvido. Sentia ela vibrar sob meus toques. — Você me enlouquece, Laura. — Então para de se controlar. Naquela tarde, naquela sala, eu não era mais só o advogado renomado, o pai cuidadoso, o homem racional. Eu era dela. Completamente. E ela era minha. Ainda era. Sempre seria. Mesmo com Apollo chutando em meio ao nosso fogo. Ele sabia: o amor dele começou ali no meio da paixão bruta, da entrega crua e do carinho escondido nas entrelinhas. A gente ainda era a gente. Só que agora… mais inteiros do que nunca. ... Nunca fui bom em falar tudo o que sentia. Mas com ela… eu aprendi a sentir em silêncio. A admirar, a cuidar… e me perder nesse processo, sem me dar conta de que ela também precisava se sentir desejada. Mulher. Inteira. Não só mãe. Nos últimos meses, Laura foi uma força da natureza. Grávida, inchada, às vezes exausta… e ainda assim, determinada. Enfrentou as dores do corpo com um sorriso no rosto e a cabeça erguida. Estudo










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