O dia estava abafado, e o ar no Complexo da Penha parecia mais pesado que o normal. Priscila voltava do mercadinho carregando duas sacolas com arroz, feijão e algumas frutas. O sol, mesmo já inclinado, ainda queimava a pele. A cada passo, ela sentia o suor escorrer pelas costas e grudando a blusa no corpo. Passou pela viela estreita onde o som distante de um baile ecoava, misturado ao cheiro de churrasco improvisado vindo de algum quintal.
Ela não percebeu de imediato, mas alguém a observava.
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