A noite tinha um silêncio estranho no Complexo da Penha. Não era ausência de barulho — porque no morro sempre havia o som dos rádios, dos motos subindo e descendo, das conversas atravessando vielas. O que existia era uma suspensão, como se o morro prendesse o ar esperando alguma coisa acontecer.
Priscila voltava da casa da irmã. Rute insistira que ela dormisse lá, mas ela preferiu o quarto simples que dividia com a sobrinha quando visitava. Queria um pouco de solidão para organizar a cabeça. De