— Tá acordada ainda? — A voz de Rute veio baixinha do outro lado da cortina que dividia os quartos.
Priscila demorou pra responder. Secou uma lágrima que nem percebeu escorrer.
— Tô.
— Quer conversar?
— Não.
Rute não insistiu. Sabia reconhecer o tom. Priscila estava ferida — e era o tipo de ferida que não se via, mas sangrava por dentro.
Na boca de fumo, Fabão tragava o cigarro como quem engolia veneno. Observava o vai e vem da noite: os moleque com os radinho, as mina indo e vindo da laje do p