Mundo ficciónIniciar sesión"A bondade foi a sua ruína. Mas, um contrato pode ser a sua salvação". Grace Reed viu sua vida perfeita desmoronar: uma traição dupla devastadora e sua reputação profissional arruinada. Sem nada a perder, ela se entrega a uma paixão de uma noite. A surpresa vem ao amanhecer: Grace descobre que o homem que lhe proporcionou a noite mais intensa de sua vida é ninguém menos que Dominic Thorne, o novo e impiedoso Diretor do Hospital em que trabalha e o homem que decidirá o futuro dela. Dominic, porém, não quer demiti-la. Ele tem uma proposta. Um acordo mútuo capaz de salvar a carreira dela e garantir os interesses dele. Tudo o que Grace precisa fazer é dizer "sim" ao homem mais perigoso que já conheceu. Será que Grace conseguirá manter o relacionamento apenas no papel, ou a química daquela noite proibida se transformará em um amor real capaz de curar todas as feridas?
Leer másGRACE REED Cheguei à cobertura pontualmente às 17h. O dia no hospital tinha sido estressante, especialmente depois do confronto com meus pais e minha irmã. Eu só queria tirar os sapatos, tomar um banho quente e talvez comer algo que não fosse saudável. Mas assim que abri a porta do meu quarto, meu desejo de descanso morreu. Meu quarto estava lotado. Eram as mesmas pessoas que me arrumaram para o almoço com Eleanor. O cabeleireiro estava organizando sprays na mesa, a maquiadora limpava pincéis e a estilista separava uma capa protetora de roupa. — O que vocês estão fazendo aqui? — perguntei, confusa. — Boa tarde, Sra. Thorne! — O cabeleireiro sorriu. — Estamos aqui por ordem expressa do Sr. Thorne. Temos instruções estritas para prepará-la para esta noite. — Preparar para o quê? — Franzi a testa. Ninguém respondeu, apenas sorriram misteriosamente. Peguei meu celular e disquei o número de Dominic imediatamente. Virei de costas para a equipe, como se isso pudesse nos dar pri
GRACE REED A manhã estava indo bem, até que o meu celular começou a vibrar sem parar no bolso do jaleco. Era uma notificação atrás da outra. Abri a tela e lá estava: uma foto minha e de Dominic saindo do Edifício Obsidian hoje de manhã. A manchete dizia: "O NOIVADO BILIONÁRIO: O Príncipe da Medicina e sua princesa Misteriosa". A foto focava no anel enorme no meu dedo. Suspirei, guardando o celular. Sabia que isso aconteceria, mas não esperava que fosse tão rápido. — Dra. Reed? — Uma enfermeira entrou correndo no consultório, pálida. — A senhora precisa ir à recepção agora. Tem gente gritando por você. — Jornalistas? — Pior. Eles dizem que são sua família. Caminhei apressada até o saguão principal. Antes de chegar lá, ouvi os gritos. — Quero ver a minha filha! Vocês não podem me barrar! Eu sou o pai da futura dona disso tudo! Lá estavam eles. Meu pai, com sua camisa polo velha. Minha mãe, chorando lágrimas de crocodilo para quem quisesse ver e Ruby, minha irmã, posa
DOMINIC THORNE Entrar no hospital com Grace ao meu lado foi como assistir ao mar se abrindo. Da última vez, ela entrou aqui como uma pária, acusada e humilhada. Hoje, ela retornava como a rainha do lugar. O vestido de grife que eu a obriguei a usar caía como uma luva em seu corpo, e os saltos altos anunciavam sua chegada. Eu segurava a mão dela com orgulho. Queria que cada médico, enfermeira e até zelador visse exatamente a quem ela pertencia agora. — Sr. Thorne... Dra. Reed... — O diretor clínico veio nos cumprimentar. — É uma honra tê-los aqui. Já preparamos o novo escritório da doutora. — Ótimo. — respondi sem lhe dar muita atenção. — Mas antes, acredito que temos um lixo para descartar. Assim que viramos o corredor em direção aos elevadores, demos de cara com ela. Brenda. A ex-amiga estava segurando uma caixa de papelão com seus pertences pessoais. Ela parecia pequena, assustada, com os olhos vermelhos de choro. Dois seguranças a escoltavam em direção à saída. Ao
GRACE REED Assim que entramos na limusine preta blindada, a adrenalina que me sustentou durante o almoço começou a diminuir, deixando minhas mãos trêmulas. — Você está bem? — ele perguntou, virando-se para mim. — Eu... eu acho que sim. — Soltei uma respiração longa. — Foi horrível. E foi incrível. Eu nunca imaginei ver o Derek naquela situação. Dominic soltou uma risada rouca e aproximou-se. Ele deslizou a mão pela minha nuca, seus dedos roçaram a pele sensível ali, causando arrepios por todo o meu corpo. — Você foi magnífica, Grace. A maneira como você enfrentou minha avó... — Os olhos dele escureceram de desejo. — Eu adorei ver você destruindo aquele verme. Fiquei excitado só de assistir. Meu coração falhou uma batida. A tensão sexual no carro era tão espessa que eu quase podia tocá-la. — Ele mereceu — sussurrei. — Sim, mereceu. — Dominic puxou meu rosto para mais perto, seus lábios estavam a centímetros dos meus. — E quero deixar uma coisa bem clara, Sra. Thorne. Ni
GRACE REED Senti uma bolha de riso subir pela minha garganta. Não de nervosismo, mas de puro escárnio. Comecei a rir. Uma risada que fez o sorriso presunçoso de Derek vacilar. — Do que você está rindo? — Derek perguntou, franzindo a testa. Ignorei-o completamente e virei-me para a matriarca. — Sra. Thorne — comecei, mantendo a voz suave e condescendente. — Com todo o respeito, a senhora e seu neto controlam um império bilionário. Vocês têm acesso a recursos que a maioria das pessoas nem sonha. E, no entanto, não conseguem fazer uma simples checagem de antecedentes? Eleanor piscou, surpresa com a minha audácia. — Como disse? — Se tivessem checado os antecedentes desse homem — apontei para Derek sem nem olhar para ele — veriam que tudo que sai da boca dele não passa de calúnias. Veriam que o apartamento e as transferências bancárias saíam da minha conta para a dele, não o contrário. Apoiei os cotovelos na mesa, cruzando os dedos. — Eu não vou me dar ao trabalho de de
GRACE REED Derek ajeitou o paletó barato nos ombros, tentando parecer digno naquele cenário de realeza. Ele evitou olhar para mim e, principalmente, evitou olhar para Dominic, que parecia uma panela de pressão prestes a explodir. — Obrigado, Sra. Thorne. É difícil falar sobre isso. Eu amava a Grace e planejava me casar com ela. — Planejava? — Eleanor ergueu uma sobrancelha, interessada. — Sim. Eu estava economizando para isso. — Mentira. — Mas a Grace mudou. No começo, ela era doce. Mas depois que começou a residência, depois que começou a ver dinheiro e médicos ricos... ela se tornou fria. Ele suspirou, balançando a cabeça com uma tristeza que merecia um Oscar. — Tentei agradá-la. Comprava flores, fazia jantares, limpava a casa para ela chegar e descansar. Mas nada era suficiente. Ela olhava para o nosso apartamento com nojo e dizia: "Derek, você não tem ambição. Eu nasci para mais do que isso". A inversão da realidade era tão grotesca que me deixava tonta. Ele estava p





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