A tarde caía sobre o Complexo da Penha com um silêncio que parecia quebrar ossos. Os sons típicos do morro — risadas, crianças correndo, rádios estourando — haviam se apagado, substituídos por um clima pesado e palpável. Cada sombra parecia espreitar, cada porta rangia sob a ameaça de algo prestes a acontecer.
Priscila estava no quarto, sentada na beira da cama, olhando para o chão. O coração batia tão rápido que parecia tentar atravessar o peito. As mãos trêmulas seguravam o lençol como se fos