O Complexo da Penha acordou com o gosto de pólvora ainda no ar. As paredes traziam as marcas de tiros recentes, janelas quebradas denunciavam a noite de guerra, e o silêncio dos becos dizia mais do que qualquer notícia. Não era o primeiro confronto, mas algo naquela madrugada tinha sido diferente: tinha sido pessoal.
Priscila abriu os olhos devagar, o corpo ainda rígido pelo medo. A lembrança dos estampidos ecoava em sua mente, como se cada bala tivesse atravessado também sua pele. Rute estava