Isabela Andrade
Sexta-feira, 16 de setembro de 2022 — Noite
O som da chuva ainda ecoava do lado de fora quando desliguei as últimas luzes do ateliê. Rebeca já tinha ido embora, e lá estava Matheo — parado diante da porta, a cadeira imponente como uma extensão de sua presença. Era impossível não sentir o peso do olhar dele. Havia algo na postura, na serenidade controlada, que fazia minhas mãos tremerem levemente sobre a alça da bolsa.
Respirei fundo, obrigando-me a manter a compostura.
— Está