Isabela Andrade
Domingo, 25 de setembro de 2022.
O mármore frio do salão de festas queimava sob meus pés, e o som dos meus próprios saltos era a única coisa real em meio ao pandemônio silencioso. Eu corria. Corria com a cauda do vestido de noiva balançando, pesado. A imagem daquele corpo, aquele que deveria ser frágil e dependente, de pé, forte, atlético, estava gravada a ferro e fogo na minha retina.
Ele andava.
Toda a capela, o altar, os votos, a música da minha mãe... tudo se dissolveu em um