O silêncio entre eles à beira do lago não era incômodo. Era denso, carregado de memórias que não precisavam de palavras para existir. Evelyn observava o reflexo das árvores na superfície calma da água, enquanto Lucas rabiscava distraidamente com o dedo no chão de madeira da doca, como se buscasse ordenar os pensamentos antes que eles escapassem.
— Sabe — ele começou, com a voz baixa —, eu pensei em apagar essas iniciais tantas vezes.
Evelyn desviou os olhos do lago e o encarou.
— Por quê?
— Por