Horas depois, voltamos ao apartamento, e Matheus desabou.
Tirou o paletó, largou os sapatos pelo quarto e se jogou na poltrona com as mãos no rosto. Ele tremia. Não de frio — mas de exaustão emocional.
— Eu tô tentando manter tudo sob controle — ele disse, a voz abafada. — Mas tem horas que parece que tudo vai desmoronar. Que vou desmoronar.
Me aproximei devagar, ajoelhando à frente dele.
— Você não precisa manter tudo sozinho, Matheus.
— Você não entende, eu preciso, preciso provar pro meu pa