A dor vinha em ondas.
Não era só física — era ancestral. Como se meu corpo inteiro soubesse, mesmo antes de mim, que algo estava prestes a nascer e morrer ao mesmo tempo. Algo estava prestes a se transformar.
A bolsa tinha estourado poucas horas antes, no mesmo instante em que eu mostrei a Matheus as últimas páginas do meu livro. Ele ainda segurava o manuscrito quando eu gritei, surpresa e trêmula, com a água escorrendo por entre as pernas.
— Amor… — foi tudo o que consegui dizer. E ele já esta