A sala de reuniões da sede corporativa parecia mais gelada do que eu lembrava. Talvez fosse o ar-condicionado forte demais. Ou talvez fosse o silêncio incômodo das seis pessoas que me esperavam sentadas à mesa de vidro, todas com seus olhos atentos e semblantes impassíveis. Ao centro, uma câmera já ligada apontava para a única cadeira vazia: a minha.
Respirei fundo antes de me sentar.
— Sra. Julia Nunes — começou uma das advogadas da empresa, sem levantar os olhos do tablet —, este é o registro