O sol da manhã entrava pelas cortinas brancas do nosso quarto, filtrando a luz em tons dourados sobre a pele de Matheus e Aurora, dormindo lado a lado na cama. Ele tinha o braço estendido, protetor, como se mesmo adormecido não pudesse evitar o instinto de cuidar.
Fiquei ali por alguns minutos, apenas observando. Tão simples, tão bonito. Pela primeira vez em meses, eu conseguia respirar fundo sem sentir culpa ou medo grudado no peito. Tudo estava... calmo.
Quando ele acordou, virou-se devagar e