CAPÍTULO 49 — O QUE SOBRA DO SILÊNCIO
Arthur nunca conheceu silêncio tão pesado.
Não era apenas ausência de som — era a ausência dela.
Da voz firme, do jeito determinado, da calma que ela oferecia mesmo quando ele não merecia.
A empresa estava estranhamente quieta desde que Helena fora transferida.
A sala dela desocupada, o projeto agora nas mãos de uma equipe que ele mal tinha coragem de olhar, e o prédio inteiro com uma frieza que antes ele não percebia.
Como se ela tivesse levado algo