Mundo de ficçãoIniciar sessãoLuna Centineo é uma aspirante a bailarina determinada, lutando para manter seus sonhos vivos enquanto lida com a ausência dos pais e a superproteção da irmã. Seu mundo é feito de disciplina, suor e o silêncio das cortinas. Noah Castillo é o herdeiro de um império, o astro do lacrosse e o "bad boy" oficial de Madrid. Ele tem o mundo aos seus pés, mas vive em uma gaiola de vidro, sufocado pelas expectativas de uma família que o vê apenas como um investimento. Tudo muda quando Noah decide que Luna é o seu novo alvo. O que começa como uma invasão de território transforma-se em uma obsessão "perigosa". Entre janelas abertas na calada da noite, toques proibidos e segredos, eles descobrirão que o desejo tem um ritmo próprio — e que, uma vez iniciado, ninguém consegue parar a dança.
Ler maisO quarto 402 estava silencioso demais. Silencioso do tipo que faz qualquer barulho parecer errado. Eu entrei devagar, como se o simples ato de abrir a porta pudesse quebrar alguma coisa. Ela estava ali. Deitada. A pele menos pálida do que antes. O monitor marcava um ritmo estável que eu não entendia, mas precisava acreditar. Ela estava respirando. Eu só percebi que estava prendendo o ar quando o soltei de uma vez. Idiota.O médico tinha dito que ela estava bem e lúcida. Que os desmaios foram resposta da exaustão do corpo. Que não havia risco imediato. Risco imediato. Palavras bonitas que não significavam nada quando eu vi o corpo dela mole nos meus braços. Eu puxei a cadeira e sentei ao lado da cama. Ela parecia pequena assim. Não frágil. Nunca frágil. Mas menor. Passei a mão no cabelo, tentando organizar os pensamentos que não queriam se alinhar.Eu já tinha visto a Luna cair antes. Ensaios exaustivos. Tornozelo inchado. Lágrimas de raiva porque o corpo não obedecia. Mas nunca tinha
[...]A porta da triagem se abriu com um estalo metálico, e o Dr. Valente surgiu de lá retirando as luvas de látex com a calma exasperante de quem já viu de tudo. Noah reagiu instantaneamente, soltando-se do irmão e correndo em direção ao médico como se sua vida dependesse daquela resposta.— Como ela está? — ele disparou, a voz rouca e urgente. — Ela acordou? Por que ela apagou daquele jeito?O Dr. Valente deu um pequeno sorriso de canto, calmo e compreensivo, e pousou a mão no ombro do Noah, tentando baixar a adrenalina do garoto. — Calma, rapaz. Respire. Ela está estável e lúcida. Foi uma síncope vasovagal. O corpo da Luna é mais esperto que ela; como ela se recusou a parar mesmo sentindo dor, o sistema nervoso simplesmente "puxou o freio de mão" para forçar o repouso que ela precisava. Foi um apagão de segurança.Noah soltou um suspiro pesado, o ar que parecia preso em seus pulmões desde o apito final da partida finalmente escapando. — Então... o corpo dela a colocou para dormir à
LUNA— Noah, me leva para casa... eu não estou me sentindo bem, por favor — minha voz saiu como um fio, quase um sussurro que o vento do estacionamento tentou levar.Por um momento, sob o brilho dos refletores e o calor do beijo, a dor no meu tornozelo pareceu uma lembrança distante. Mas, de repente, ela voltou. Não era apenas uma fisgada; era como se alguém estivesse martelando um prego em brasa diretamente nos meus ligamentos. Eu não conseguia mais fingir. A máscara de "Musa invencível" estava rachando.Ele me carregou do capô com uma agilidade que me fez perder o fôlego e me colocou imediatamente no banco do carona do Audi.— Luna, viu só por que eu não queria que você viesse aqui? Vamos logo, Noah! Seja rápido, ela precisa elevar esse pé imediatamente — Charlotte exclamou. Ela não estava apenas zangada; estava em modo de gestão de danos. Como fisioterapeuta, ela sabia que cada minuto naquela posição era um passo atrás na cura. Noah não respondeu. O maxilar dele estava tão travado
Aquele não foi o nosso primeiro beijo. Longe disso. Também não foi a primeira vez que fomos vistos por pessoas de confiança, e certamente não foi a primeira vez que fomos flagrados juntos — e, em algumas ocasiões, juntos até demais. Mas havia algo naquela arquibancada, sob as luzes ofuscantes do Saint George e o olhar de centenas de colegas, que fazia tudo parecer inédito. Parecia, de fato, o primeiro.Quando o telão nos encontrou, meu coração falhou uma batida. O som do ginásio pareceu se distanciar, como se eu estivesse submersa. Senti o calor das mãos dele na minha cintura, firmes, públicas, impossíveis de negar. O ar ficou pesado nos meus pulmões. Por um segundo, pensei em recuar. Pensei nas risadas. Nos cochichos. Nos olhares que sempre me mediam como se eu fosse só mais um capítulo descartável da história dele.Talvez porque, naquele milésimo de segundo em que o telão nos entregou, o medo que me assombrava finalmente se dissipou. O medo de ser apenas a "conquista número 51" da s
Último capítulo