CAPÍTULO 48 — DISTÂNCIAS QUE NÃO CURAM
Parte 1 — Helena
O relógio da filial parecia andar mais devagar do que o normal — talvez porque, desde que eu cheguei ali, tudo tivesse um peso maior. Os computadores eram antigos, as janelas rangiam quando o vento batia, e a equipe parecia sempre ocupada demais para notar minha existência. Era como se eu tivesse sido colocada em um canto esquecido do mapa da empresa… e do mundo.
Talvez fosse exatamente essa a intenção.
O pior não era a mudança em si.