CAPÍTULO 50 — ECOS DO QUE FICOU
Helena nunca gostou do prédio da filial sul da empresa. Era menor, mais cinzento, com janelas que davam para um estacionamento abafado. Nada ali parecia ter vida — nem as plantas artificiais espalhadas pelos corredores estreitos, nem as pessoas que mal levantavam a cabeça para cumprimentá-la.
Ainda assim, quando entrou naquela manhã carregando sua pasta e o pequeno desenho que Théo tinha feito para ela — um sol sorrindo — decidiu que seria forte. Não porque não estivesse machucada. Mas porque precisava estar.
Precisava por ela.
E principalmente por Théo.
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Os primeiros dias na filial foram tão silenciosos que chegavam a doer. Nada lembrava seu antigo ambiente de trabalho: não havia Arthur passando pela sala para perguntar sobre o andamento de algum projeto, nem o olhar dele seguindo-a quando achava que ela não percebia. Não havia Gabriel aparecendo com documentos, nem a equipe de criação agitada debatendo ideias. Não havia vida.
E o pior… não h