O sol daquela manhã parecia mais quente que o habitual, e Cecília o observava pela janela do quarto — o mesmo quarto onde passara dias que pareciam não ter fim. A claridade suave entrava pelas cortinas brancas e tocava seu rosto, e, por um instante, ela quase se sentiu livre outra vez.
O médico havia passado mais cedo, o prontuário em mãos e um sorriso discreto no rosto.
— Cecília, acredito que podemos te liberar hoje. Ainda precisa de repouso, mas está evoluindo bem. — Ele fez uma pausa antes