O relógio marcava quase sete da noite quando Enrico ouviu a batida discreta na porta do escritório.
Ele estava de costas, observando a cidade pela janela — o céu já se misturava em tons de cinza e dourado, o trânsito formava linhas de luz contínuas lá embaixo.
Por um instante, pensou em fingir que não ouvira. Mas a voz, firme e contida, o fez se virar.
— Posso entrar?
Era o pai.
Álvaro estava de pé à porta, o mesmo terno sóbrio de sempre, mas o semblante parecia mais leve do que da última vez q