O corredor do hospital parecia mais longo naquela manhã.
Cecília andava devagar, o corpo ainda frágil, a pequena Aurora aninhada nos braços. O som dos próprios passos misturava-se ao eco distante de vozes e rodinhas de macas, e por um instante ela teve a sensação estranha de estar deixando para trás um mundo inteiro — o da dor, do medo, da sobrevivência.
Enrico caminhava um pouco à frente, levando a bolsa com os pertences e o olhar atento, como se cada movimento dela fosse algo que precisasse s