Mundo de ficçãoIniciar sessãoSinopse: Briana só queria desaparecer. Depois de sobreviver e perder a vida que ela nem sabia que carregava, ela foge sem olhar para trás. Paris se torna seu refúgio, seu sopro de liberdade, seu novo começo. E é dentro de um elevador, presa entre o som das portas se fechando e o próprio desespero, que ela comete o erro, ou talvez o milagre, que muda sua vida: ela beija um estranho. Só que ele não é um estranho. Ares Moreau conhece aquele olhar.Aquele perfume. Aquela coragem quebrada. Anos atrás, ela foi sua melhor amiga, seu quase amor, o sorriso que ele nunca esqueceu. Agora, diante dele, está a mulher que seu irmão destruiu… e que Ares reconhece no segundo em que seus lábios tocam os dele. O desejo explode antes mesmo da lembrança. A proteção nasce antes mesmo da lógica. E quando ele descobre pelo que ela passou, e de quem ela está fugindo, Ares toma a decisão mais perigosa e inevitável de sua vida: tê-la como esposa. Para salvá-la.Para protegê-la. Para amar o que sobrou dela, e tudo o que ela ainda pode ser. Briana aceita. Não por amor, não ainda, mas porque casar com ele é sua única chance de apagar sua vida anterior que a assombra e reescrever o próprio futuro. Mas nenhum deles imaginavam que uma mentira tão necessária poderia despertar sentimentos tão reais. Agora, entre segredos, cicatrizes e um casamento que começou como fuga, dois corações quebrados precisarão descobrir: Será que é possível amar alguém marcado pelo mesmo sangue que quase te matou? E será que Ares conseguirá protegê-la quando seu irmão, Mark o homem que acredita ainda tê-la nas mãos, descobrir que a ex-namorada dele agora é a esposa de seu próprio irmão?
Ler maisEmir Quando deixei a casa de Ares, minhas mãos estavam firmes no volante, mas meu coração não estava. A cidade passava diante de mim como um borrão de luzes e minaretes iluminados. A noite em Istambul sempre teve algo de poético. Algo que mistura fé, perda e eternidade. Mas naquela noite, tudo o que eu via era um rosto. Não.O rosto.Brianna. O nome ainda ecoava na minha mente. Brianna. Eu repeti mentalmente, como se isso pudesse mudar o que meus olhos tinham visto. Ela não podia ser.Não fazia sentido.E ainda assim… A semelhança não era simples coincidência. Era brutal. Quando estacionei em frente à minha casa, permaneci alguns segundos dentro do carro. Minhas mãos ainda seguravam o volante, mas minha mente estava dois anos no passado. Sureya sorrindo na cozinha.Sureya correndo atrás das meninas no jardim. Sureya me dizendo, numa noite qualquer, que às vezes sonhava com a irmã. A irmã que desapareceu quando tinham apenas dois anos.A irmã que ninguém conseguiu encontrar.A ir
Ares Sins O hospital ficou para trás como um pesadelo que insiste em respirar mesmo depois que abrimos os olhos. Eu não olhei pelo retrovisor. Brianna dormia no banco do passageiro enquanto o carro nos levava para o aeroporto. A mão dela estava na minha, mesmo adormecida. Como se tivesse medo de que, se soltasse, eu desaparecesse também. Eu não desapareceria. Eu já tinha perdido demais. A Turquia não era fuga. Era estratégia. Era recomeço. Era distância suficiente de Mark que agora estava preso e de tudo que tentou destruir a mulher que eu amo. Quando o avião pousou em Istambul, o céu estava tingido de laranja e azul. A cidade parecia suspensa entre dois mundos, antigo e novo, dor e esperança. Eu escolhi aquele lugar porque sempre acreditei que alguns lugares carregam simbolismos. E Istambul é isso: pontes. Pontes entre continentes. Pontes entre versões de quem fomos e quem podemos ser. Brianna despertou quando o avião pousou. — Chegamos? — perguntou, a voz ainda
Brianna Sins A dor veio como uma onda errada. Não ritmada. Não organizada. Algo fora do lugar. Meu corpo ficou pesado de repente, como se o chão tivesse subido para me encontrar. O som ao redor começou a se afastar, vozes ficando longínquas, distorcidas. — Brianna! — ouvi alguém gritar. Tentei responder, mas minha boca não obedeceu. A luz acima de mim se fragmentou em manchas brancas. Um frio percorreu minha espinha, e então… Quando voltei, foi devagar demais. O cheiro foi a primeira coisa: hospital. Limpo demais. Estéril demais. O tipo de cheiro que não permite ilusões. Abri os olhos com esforço. O teto branco. As luzes suaves. O bip constante de um monitor. Eu estava viva. Virei o rosto, ainda confusa, e então vi Ares. Ele estava sentado ao meu lado, inclinado para frente, como se tivesse passado horas assim. Os ombros rígidos. O rosto cansado. Os olhos vermelhos. Quando percebeu que eu tinha acordado, ele prendeu a respiração. — Brianna… — disse, baixo, como
Brianna Sins Eu vi ele antes de entender o que estava acontecendo. Por um segundo, achei que fosse alucinação. Meu corpo estava exausto, a dor no ventre vinha em ondas irregulares, e o ar parecia demais para pensamentos claros. Mas então nossos olhares se encontraram e nada no mundo inteiro poderia imitar aquilo. Ele estava ali. Não o Ares que eu conhecia por inteiro. Não o homem de voz calma e mãos quentes que me segurava como se o mundo pudesse ser simples. Havia algo diferente nele agora. Mais escuro. Mais duro. Como se tivesse atravessado um limite invisível para chegar até mim. E, ainda assim, era ele. —Ares… — meu sussurro saiu fraco, quase infantil. O alarme gritava acima de nós. Passos corriam pelos corredores. Vozes se sobrepunham em ordens confusas. Eu deveria ter sentido pânico. Mas o que senti foi outra coisa, um alívio tão intenso que doeu. Ele me viu. Os olhos dele passaram por mim como se estivessem confirmando cada detalhe: se eu respirava, se estava em pé,










Último capítulo