Capítulo doze

Os lábios dele descem até meu pescoço, sem pressa, sem urgência — e ainda assim o arrepio que nasce na minha nuca é imediato, intenso, quase doloroso. Minha respiração falha. Cada toque dele parece carregar eletricidade, como se minha pele tivesse se tornado sensível demais para suportar tão pouco.

A mão de Matteo desliza pela minha perna com firmeza contida. Não é um gesto vulgar, é possessivo. Calculado. E, ainda assim, é como se queimasse por onde passa.

Instintivamente, ergo a mão e a passo por suas costas, sentindo o calor do corpo dele sob meus dedos. Por um breve instante, ele permite. Não me impede. Não se afasta.

Então ele rosna.

É um som baixo, contido, quase imperceptível — mas suficiente para fazer meu corpo inteiro reagir. Em um movimento rápido e preciso, Matteo segura meus pulsos e os leva acima da minha cabeça, prendendo-os contra o colchão.

Imobilizada.

Meu coração dispara ainda mais. Não há dor, não há força desnecessária. Apenas controle absoluto. Ele se
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