O portão da casa de acolhimento se abre com um rangido baixo.
O lugar é silencioso, limpo demais, calmo demais — aquele tipo de calma que não tranquiliza, apenas pesa. O jardim é bem cuidado, flores claras, bancos de madeira espalhados sob árvores antigas. Ainda assim, sinto um nó se formar no meu estômago.
Matteo segura minha mão com força. Não é possessivo. É… vulnerável.
— Ela gosta de sentar perto da janela — ele diz, a voz mais baixa do que o normal. — Diz que a luz ajuda a lembrar das