O silêncio da sala é ensurdecedor.Meu coração bate tão forte dentro do peito que chego a temer que Matteo consiga escutá-lo. Cada pulsação ecoa nos meus ouvidos, acelerada, descompassada. Minhas mãos estão frias, apesar da sala estar na temperatura exata. Respiro fundo, tentando manter o controle, mas o ar parece pesado demais para entrar nos pulmões.O que eu fiz de errado?Reviro mentalmente cada tarefa do dia, cada compromisso anotado, cada detalhe da agenda. Não encontro falhas. Ainda assim, a inquietação não me abandona. Há algo diferente no olhar dele, algo que me deixa em alerta.— Sente-se, por favor — Matteo diz, rompendo o silêncio.Obedeço imediatamente.A cadeira que ele indica fica próxima à dele, ao lado da mesa. Caminho até lá com passos contidos e me sento com cuidado, mantendo a postura reta. Apoio as mãos sobre o colo, entrelaçando os dedos para esconder o leve tremor. Me sinto pequena naquele espaço grande demais, cercada por aquela mesa que já ouviu conversas às q
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