A igreja está em silêncio quando as portas se fecham atrás de mim.
Não é um silêncio vazio — é um silêncio cheio de expectativa, de respiração contida, de corações atentos. A luz entra pelos vitrais altos, pintando o chão de tons dourados e azuis, como se o céu tivesse decidido testemunhar aquele momento.
Dou o primeiro passo pelo corredor central com as mãos levemente trêmulas. Cada passo ecoa no mármore, e sinto o peso — não do vestido, mas da escolha. Ainda assim, meu coração não hesita.