Capítulo onze

Crio coragem depois de longos minutos em silêncio. Minha voz sai baixa, quase um sussurro, como se eu tivesse medo de quebrar algo frágil entre nós.

— Posso… perguntar uma coisa? O que você disse naquela sala com aqueles homens! — Digo.

Sinto o corpo dele se mover minimamente ao meu lado, mas Matteo não responde de imediato. O silêncio se estende, pesado. Chego a pensar que ele adormeceu, que minha pergunta ficou suspensa no ar sem resposta.

Então, a voz dele surge. Grave. Controlada. Diferente.

— O que eu disse naquela sala… — ele começa, devagar — não foi para você ouvir. Foi para eles entenderem.

Viro o rosto na direção dele, mesmo sem conseguir vê-lo direito na penumbra.

— O que você disse? — insisto, o coração acelerando.

Ele respira fundo antes de falar novamente. E quando fala, não é em português.

— Je t’accepte tel que tu es.

Je te donne mon cœur, ma loyauté et ma protection.

Devant ces hommes, je promets, s’il le faut, de tuer, de voler ou de mourir pour vous.

Arrepios percor
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