Crio coragem depois de longos minutos em silêncio. Minha voz sai baixa, quase um sussurro, como se eu tivesse medo de quebrar algo frágil entre nós.
— Posso… perguntar uma coisa? O que você disse naquela sala com aqueles homens! — Digo.
Sinto o corpo dele se mover minimamente ao meu lado, mas Matteo não responde de imediato. O silêncio se estende, pesado. Chego a pensar que ele adormeceu, que minha pergunta ficou suspensa no ar sem resposta.
Então, a voz dele surge. Grave. Controlada. Diferente