O coração de Samara parecia se erguer até a garganta, sufocando-lhe a respiração. Os olhos ainda ardiam pelo choro, e sua pele, úmida pelo banho interrompido, estremecia sob a toalha mal presa ao corpo frágil. O celular jazia sobre o tapete persa, abandonado, como se fosse a extensão de sua própria vida perdida ali. O chamado do pai ecoava em sua mente, sua voz trêmula, despedaçada, carregada de desespero. Ela queria correr até o aparelho, agarrá-lo, ouvir outra vez aquelas palavras que a ferir