Amanheceu no deserto com a delicadeza de um quadro pintado em tons de ouro. O sol surgia lentamente no horizonte, espalhando um brilho quente que atravessava as cortinas translúcidas do aposento real. Samara abriu os olhos, ainda envolvida nos lençóis de seda, sentindo o calor da respiração de Khaled em sua nuca. Por um instante, acreditou estar sonhando. O peso do braço dele sobre sua cintura a mantinha presa, mas paradoxalmente, segura.
Ela moveu-se devagar, girando o corpo para fitá-lo. Dorm