O corpo de Samara ainda estava impregnado do calor de Khaled quando ele a tomou nos braços, firme como um homem que segura algo que lhe pertence e, ao mesmo tempo, delicado como quem carrega uma joia que não deve se partir. Sobre o ombro dele, Samara lançou um último olhar ao quarto onde, na noite anterior, havia experimentado o paraíso e o inferno na mesma respiração. Ali ficaram os lençóis desarrumados, testemunhas mudas de sua entrega, de sua dor e do prazer que a dominara como um rio impetu