O silêncio no palácio de Khaled Al Hassan era mais ensurdecedor do que qualquer clamor de guerra. O sol do deserto, ainda no seu auge, inundava os vitrais de ouro e lançava reflexos ardentes sobre as paredes, como se o próprio céu vigiasse a cena que estava prestes a acontecer. Dentro do grande salão, o Sheik caminhava de um lado para o outro, a túnica branca esvoaçando, o kefiah meticulosamente ajustado sobre a cabeça. Os olhos verdes, duros como lâminas afiadas, jamais titubeavam.
Ao seu redo