99. O limite entre o desejo e o medo
O almoço havia sido uma arena silenciosa.
Santi sentou-se à mesa, de frente para Dante, com o mesmo sorriso que sempre escondia algo. Isabella, educada como sempre, o havia convidado para comer conosco depois de ouvir vozes alteradas vindas do escritório. Eu e ela trocamos olhares curiosos quando Dante e Santi apareceram — ele, com o semblante travado; Santi, com aquele ar de quem se diverte com o desconforto alheio.
— Então... — começou Santi, servindo-se de vinho, o olhar brincando entre