100. Silêncios que não dormem
O som dos passos dele ainda ecoava quando tentei dormir.
Mas o corpo não obedecia.
O lençol parecia áspero, o quarto, pequeno demais para a quantidade de pensamentos girando dentro da minha cabeça.
Virei pro lado, respirei fundo, fechei os olhos — e nada.
Cada vez que o silêncio se tornava profundo demais, eu o via de novo: o olhar, a hesitação, o medo.
“Se algo acontecer com você... como antes…”
Essas palavras se repetiam como uma maldição.
Levantei.
Nem sei por quê — talvez esperando