95. Chega de jogos
Dormi no quarto da Lara.
Ou melhor — tentei dormir.
A cada vez que fechava os olhos, sentia o calor das mãos dele, o gosto do arrependimento no beijo que eu mesma provoquei.
E, por mais que tentasse convencer a mim mesma de que saí do quarto por orgulho, sabia que o motivo real era outro:
Se eu ficasse, ele teria me feito esquecer o próprio nome.
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De manhã, o sol entrou como um deboche.
A Lara dormia espalhada na cama ao lado, cabelos bagunçados, a respiração tranquila de quem