96. Contrato de salto agulha
A conversa da noite anterior ainda ecoava na minha cabeça.
A voz dele firme, o olhar frio e o “chega de jogos, Ágatha” soando como uma sentença — ou uma provocação disfarçada de ordem.
Ele queria controle.
Eu queria quebrar o controle dele.
Devia estar aliviada.
Mas acordei com vontade de jogar alguma coisa pela janela. De preferência, ele.
— Bom dia, temperamental — Isabella brincou, entrando no quarto.
— Bom dia, sarcasmo com pernas — rebati, jogando o travesseiro nela.
Ela riu. Tudo parecia