88. Ecos do silêncio
O primeiro sentido a voltar foi o som.
Um ruído abafado, distante — como se o mundo respirasse do outro lado de um vidro.
Depois veio o cheiro.
Lençóis limpos, amadeirados, com um toque de café e fumo.
E, então, o toque — o peso suave de uma manta sobre o corpo, o travesseiro firme, a maciez que não combinava com hospital nenhum.
Quando abri os olhos, a luz filtrava pelas cortinas como uma lâmina tênue.
O quarto era amplo, escuro, com móveis de madeira e livros empilhados.
E no ar… o perfume de